sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Principio


“Tudo se inicia por algum motivo/razão, o que nos resta é achar o qual”

         Ele chegou num ponto que não havia nada, somente escuridão e silencio absoluto, tudo era nada, e nada era tudo.
         O vago por seu tempo deu início a morte, ou ao menos a noção dela, tudo era inerte e sem sentido, a morte era ruim e a falta de tudo era horrível, o tempo não parava e a presença de solidão começou, aquele sentimento de vazio por dentro, de não ter nada nem ninguém começou a corroer a alma do ser.
 Até que a após um longo tempo começou a ecoar nessa imensidão, o pensamento, sonho, desejo, lembrança... Tudo na sua cabeça, a vontade de criar era imensa, sair da solidão, fazer algo, qualquer coisa, era tão grande o desejo que não existia mais espaço para tão pouco ser, a vontade corroía sua alma, devorava sua cabeça, até que por fim, com um toque em nada, tudo se fez, a vontade vermelha explodiu e expandiu tudo muito rápido, e se criou cores e luz, que eram obras de arte, algumas eram imensas até mesmo para o pensamento do ser, as cores eram variadas de formas que não tinha como prever, o grande fluxo de luz e choque criaram um espetáculo aparte, O ser estava em seu própria “RAVE” de luz, matéria e energia porem o show era Inaudível, o frio de seu peito já não existia mais e a cor gélida e pálida que lhe davam um aspecto de raiva e tristeza também não,  agora o ser possuía uma cor dourada de vida, energia e luminosidade.
O “Deus” o grande controlador do universo por sua vez não ficou parado, como o ser gostaria, o Deus continuo se movendo e seguindo em frente, sem sentimentos, sem obstáculos sem nada que o pudesse parar, o ser tentava alcança-lo porem era uma missão árdua, e ele estava entretido e cansado o “tempo” podia esperar.
O ser percebeu que elementos foram criados, percebeu que neles existiam toda sua fúria, tristeza, raiva, agonia, e seus sentimentos mais vazios mais também percebeu que existia amor, paz, perseverança, alegria, e beleza há como havia beleza tudo era tão belo e novo para ele naquele momento, aquela empolgação de quem acaba de compor uma sinfonia de cores com majestade e divindade, ele não conseguia se conter e revisou sua obra deixando-a atomicamente perfeita, ele regia luz e matéria , por sua vez energia e cores, ele criava, destruía, recriava, aprimorava. A Variação de combinações possíveis era limitada para sua grandeza de criação, e um sentimento que ele havia esquecido voltou há tona, o silencio.


         

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